terça-feira, 19 de maio de 2020

Variedades Linguísticas


Variedades Linguísticas

linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social.
E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade
·         O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais.
·         Quanto ao nível informal, este por sua vez representa a linguagem do dia a dia, das conversas informais que temos com amigos, familiares etc.

Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se:
·         Variações históricas:
Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondo-se à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulos.
·         Variações regionais
São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem.
·         Variações sociais ou culturais: 
Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira. 
As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de rap, tatuadores, entre outros.
Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros.
                                https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/variacoes-linguisticas.htm


SUGESTÃO DE ATIVIDADES

 chico-bento-professora


1.    Que diferenças vocês perceberam entre a linguagem usada pelo personagem Chico Bento e os demais personagens da tirinha?
2.    O personagem Chico Bento frequenta a escola. No entanto, os seus diálogos representam a maneira como ele fala. Por que vocês acham que isso acontece?
3.    Embora Chico Bento não fale de acordo com as normas da gramática, compreendemos o que ele diz?
4.    Podemos dizer que o personagem Chico Bento fala errado? Explique.
5.    Imagine a seguinte situação: Chico Bento precisa escrever um bilhete para sua professora justificando sua falta à escola no dia em que foi aplicada a prova de Português e solicitando uma nova data para fazê-la. Em que nível de linguagem deve ser escrito este bilhete? Justifique.
6.    8. Ao falarmos em público para um grupo de pessoas em conferências, simpósios, apresentações de trabalhos escolares, ou para um grupo de importância social devemos usar qual variedade linguística?


TEXTO 2
Turma do Xaxado
  Tirinha-comica-sobre-lavadora-de-roupa-moderna-e-antiga-sendo-que-a-antiga-e-a-mae-de-um-dos-personagens                                                                                                 https://acervo.plannetaeducacao.com.br

7 - Leia a tirinha acima e transcreva a fala Zé Pequeno, no segundo quadrinho, usando a linguagem padrão.

8 - São várias as diferenças linguísticas das diversas regiões e das diferentes camadas sociais do Brasil. Todas, porém, fazem parte de nossa realidade e são compreensíveis por seus falantes. Agora, assinale a alternativa que melhor analisa a linguagem utilizada pela personagem Zé Pequeno, da Turma do Xaxado::
a) Zé Pequeno, apesar de frequentar a escola, utiliza a linguagem de modo equivocado, pois apresenta muitos erros de concordância e de sintaxe, afastando-se da norma padrão da língua.
b) Zé Pequeno é uma personagem cujo modo de falar representa a variação linguística regionalista; a tirinha, para registrar esse uso da fala, reproduz a oralidade e, por isso, escreve as palavras de modo distinto do que prevê a norma culta padrão.
c) Zé Pequeno é analfabeto, afinal, seu modo de falar afasta-se do registro da norma culta padrão; esse uso, como fica evidente na tirinha, impossibilita a interação entre aluno e professor, porque eles falam uma língua distinta.
d) Zé Pequeno afasta-se da norma culta da língua portuguesa, porque comete muitos erros gramaticais.


9 - Com relação ao texto retirado de um SMS, assinale a alternativa correta:

Vc viu como ele xegô em kza hj? Tôdu lascadu. blz!

a) Não pode ser considerado um texto, visto que não cumpre sua função comunicativa.
b) Por ter palavras abreviadas em excesso está totalmente contrariando as regras da gramática, logo não é um texto.
c) Esse tipo de escrita é valorizado em qualquer meio de comunicação formal.
d) Mesmo por se tratar de linguagem abreviada, cumpre sua função comunicativa, mas só deve ser utilizada situações informais como internet, celular etc.

10 – Reescreva o texto da questão 9 utilizando o padrão formal da língua portuguesa.



quarta-feira, 13 de maio de 2020

Literatura de cordel : "Cordel do Coronavírus"

Leia na íntegra o “Cordel do Coronavírus”, do poeta cearense Tião Simpatia

Rimas convidam para uma mudança de atitudes diante da realidade de pandemia

"Cordel do Coronavírus" é de autoria de Tião Simpatia, cordelista e repentista que aprendeu a ler e escrever no município de Granja, interior do Estado do Ceará, justamente a partir da literatura que divulga hoje para o mundo. A mais recente produção textual sob sua pena é bastante direta: prevenção é o remédio para o combate do que nos assola atualmente. Com muita engenhosidade e senso crítico, porém, os versos ultrapassam essa questão.
I
Como um rastilho de pólvora
A COVID 19
Espalha-se pelo mundo
E o pânico promove!
Mas tem gente que “faz hora”,
Ironiza, ignora
Esse perigo iminente.
Prevenção é o remédio
Ainda que cause tédio
Ficar em casa é prudente.
II
Mas quando ficar em casa
Não for uma opção?
O jeito é entregar a Deus
E pedir Sua proteção.
Nem preciso repetir
Quais os métodos a seguir
Pois sei que você já sabe...
Que Deus abençoe seu dia
E que essa pandemia
Passe logo! Logo acabe!
III
Lave as mãos com álcool em gel,
Ou com água e sabão!
Também faça uma limpeza
Na alma e no coração.
E por favor, não esqueça
De limpar bem a cabeça
Filtrando os bons pensamentos
Expurgue do coração
O ódio, a ambição,
Da alma, os ressentimentos.
IV
Isole-se para o mundo,
Para o mundo exterior!
Permita-se viajar
No seu mundo interior.
Faça uma reflexão
Sobre a vida, sobre o quão
Importante é amar...
Mantenha a serenidade,
Reflita sobre amizade,
Sobre o que deve importar.
V
Aproveite a quarentena,
Enquanto se higieniza
E veja o tanto de coisa
Que você tem e não precisa.
Desapegue! Desapegue!
O que tá sobrando, pegue
E faça uma doação.
Isso vai lhe fazer bem
Saber que ajudou alguém
Na hora da precisão.
VI
Feche as fronteiras físicas,
Abra as imaginárias;
Viaje em um bom livro,
São medidas necessárias
Pra prevenir esse Vírus,
Já que não há antivírus
Com efeito comprovado.
Guarde essas lições de cor
E mundo será melhor
Só por você ter mudado.
VII
O Brasil já decretou
Estado de Emergência,
De Calamidade Pública
E apela pra consciência
Coletiva da nação.
Eu vi na televisão
Os Três Poderes, unidos
Diante desse dilema
Na solução do problema
Que fomos acometidos.
VIII
Temos que deixar de lado
Nossas arestas políticas
Que polarizam o País
Tornando as coisas mais críticas!
Não vamos nos dividir,
Precisamos nos unir,
Usemos a inteligência!
Não ponha lenha no fogo
Aqui o que tá em jogo
É nossa sobrevivência.
IX
Não espalhe Fake News,
Isto é muito importante:
Cheque a fonte da notícia
Antes de passá-la adiante.
Evite aglomerações,
Siga as recomendações
Dos órgãos oficiais.
Foi dado o sinal de alerta
Se fizer a coisa certa
Protegerá seus iguais.

X
Tenha consciência cívica
Obedeça o protocolo;
Não jogue no colo alheio
O que não quer no seu colo!
Não lucre com a desgraça,
Pratique os preços da praça,
O PROCON está de olho!
Quem dos preços abusar
Eu acho melhor botar
As suas “barbas de molho”!
XI
Bote a máscara da saúde,
Tire a máscara da moral;
Todos nós usamos máscaras
No convívio social!
Mude hábitos e conceitos
E os velhos preconceitos,
Que tal higienizá-los?
Essa crise, na verdade
É uma oportunidade
Pra ressignificá-los.
XII
Não brinque com coisa séria,
Humor com isso não faça;
Pessoas estão morrendo
E não tem a menor graça!
E se fosse um dos seus...?
Porém, se acredita em Deus
Reze, faça uma oração
Para o deus da sua crença
Subestimar a doença
É andar na contramão...
XIII
Na contramão do bom senso,
Do espírito republicano;
Do que diz a OMS
No seu detalhado plano
Pra conter a pandemia
Trabalhando noite e dia
Vamos seguir seu modelo.
Torcer pra que a medicina
Descubra logo uma vacina
E acabe esse pesadelo.
XIV
Parece até demagógico
Pedir pra ficar em casa,
Quem precisa trabalhar
Senão o aluguel atrasa.
Um fator sociológico;
Outro epidemiológico;
Que grande contradição!
Classe alta, baixa e média
Vítimas da mesma tragédia
Mas no mesmo barco, não!
XV
O barco da classe rica
É um iate de luxo;
Enquanto o da classe pobre
Não tem comida pro bucho.
Falta gel, água, sabão
Máscara, ventilação,
Até sabonete falta!
Já parou pra pensar nisso?
E aí? Vai ficar omisso?
Você que é da classe alta?
XVI
São perguntas sem respostas...
Esse é nosso País!
A bola está com você
Que patriota se diz.
Deixemos as teorias
E as ideologias...
E aquele um 1º (um por cento)
Da população mais rica,
Será que se prontifica
A ajudar nesse momento?
XVII
Vamos tecer uma rede
De solidariedade
Com o tecido da esperança
E os punhos da amizade.
Armar do Sul para o Norte
Essa rede larga e forte,
Deixá-la bem estendida...
Pra quando a crise passar
A gente se balançar
Cantando a canção da vida!
XVIII
O desafio está feito
E eu quero ver quem aceita!
Independente se é
De esquerda o de direita.
Não é sigla partidária,
É questão humanitária
O cerne dessa questão!
Como e quem ajudar?
Basta querer enxergar
E logo verá quem são!


Sobre o Gênero

A literatura de cordel é uma manifestação literária tradicional da cultura brasileira, principalmente no interior nordestino.
Sua forma mais comum de apresentação são os “folhetos”- pequenos livros com capa de xilogravura que ficam pendurados em barbantes ou cordas - é daí que surge seu nome.
A literatura de cordel geralmente é feita em versos, com linguagem informal, presença de rimas e marcas da linguagem oral.


Sugestão de atividades

1) Qual é o tema do poema? Em sua opinião, por que o autor escolheu esse assunto para a composição do seu texto?
2) Quantas estrofes tem o poema? Quantos versos têm em cada uma delas?
3) Na primeira estrofe, o que significa a expressão “faz hora”?
4) Destaque os pares de rimas das 5 primeiras estrofes do poema.
5) Ao longo do texto o eu lírico cita vários métodos de prevenção à doença. Quais são eles?
6) Quais os conselhos que o eu lírico para que o leitor aproveite a quarentena?
7) Com relação às Fake News, você segue a recomendação do eu lírico?

8) Você aceita o desafio proposto pelo eu lírico no final do Poema? Por quê?


Interpretação de texto Narrativo


Interpretação de texto narrativo


Ciúme

Eu tinha 9 anos quando a gente se encontrou: o Ciúme e eu.
Era verão. Eu dormia no mesmo quarto que a minha irmã. A janela estava aberta.
De repente, sem nem saber direito se eu estava acordada ou dormindo, eu senti direitinho que ele estava ali: entre a cama da minha irmã e a minha. A noite não tinha lua nem tinha estrela; e quando eu fui estender o braço para acender a luz, ele não quis:
“Me deixa assim no escuro.”
Que medo que me deu.
Senti ele chegando cada vez mais perto. Fui me encolhendo.
Pega a minha irmã” eu falei. “Ali, ó, na outra cama. Eu sou pequena e ela já fez 14 anos, pega ela. Ela é bonita e eu sou feia; o meu pai, a minha mãe, a minha tia, todo o mundo prefere ela: por que você não prefere também?”
Mas o Ciúme não queria saber da minha irmã, e eu já estava tão espremida no canto (a minha cama era contra a parede) que eu não tinha mais pra onde fugir, então eu pedia e pedia de novo:
“Ela é a primeira da turma e eu tenho horror de estudar, olha, ela tá logo alí; e ela é tão inteligente pra conversar! Ela diz poesia, ela sabe dançar, o meu pai tá ensinando inglês e francês pra ela e diz que pra mim não vale a pena porque eu não presto atenção, então você pensa que eu não vejo o jeito que o meu pai olha pra ela quando todo o mundo diz que encanto de moça que é a sua filha mais velha? Pega, pega, PEGA ela!”
“Não. Eu quero é você.”
E o Ciúme disse aquilo com uma voz tão calma que eu fui me acalmando. E o medo meio que foi passando.
“Bom” eu acabei suspirando “pelo menos tem alguém que gosta mais de mim do que dela.”
 E aí o vento do mar entrou pela janela, soprou o Ciúme e apagou ele feito vela.

NUNES, Lygia Bojunga. A troca e a tarefa. In Tchau. Rio de Janeiro: Agir, 1985. p.51.



SUGESTÃO DE ATIVIDADE

1– Pela leitura do texto, o que leva você a garantir que se trata de uma narração ?
2 – O narrador pode ser ou não personagem da história. Qual é o caso, na narrativa?
3 – Em que pessoa a história é narrada?
4 – Indique que outras personagens aparecem nesse trecho e qual a sua importância para a narrativa.
5 – Em que espaço se passa a narrativa?
6 – Indique os elementos que marcam a passagem do tempo.
7 – Por que o Ciúme aparece entre as duas camas?
8 – Por que, quanto mais a narradora fala, mais o Ciúme quer ficar com ela, e não com a irmã?
9 - Por meio de que recursos, usados pelo autor, você sente o medo da menina?
10 – A palavra ciúme é um substantivo masculino que pode ser definida como: Despeito por ver alguém possuir um bem que é alvo do seu desejo; inveja. Quais características da irmã despertavam o ciúme da narradora?


domingo, 25 de março de 2018

Ortografia - Homônimos e Parônimos


ORTOGRAFIA

HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS

Os Homônimos e os Parônimos são termos que fazem parte do estudo da semântica (significado das palavras).

Homônimos são palavras com escrita ou pronúncia iguais, com significado (sentido) diferente.

- A manga está uma delícia.                                  - A manga da camisa ficou perfeita.
- O político foi cassado por corrupção.                  - O lobo foi caçado por bandidos.

Tipos de homônimos: homógrafos, homófonos e homônimos perfeitos.

Homógrafos – mesma grafia e som diferente.

- Eu começo a trabalhar em breve.            - O começo do filme foi ótimo.

Homófonos – grafia diferente e mesmo som.

- A cela do presídio está lotada.         - A sela do cavalo está velha.

Homônimos perfeitos – mesma grafia e som.

- Vou pegar dinheiro no banco.         - O banco da praça quebrou.

OUTROS EXEMPLOS

Acender –( colocar fogo)  e Ascender – (subir)
Aço – (metal) e Asso – (verbo assar conjugado)
Censo – (recenseamento) e Senso –( julgar)
Cessão – (ceder) , Seção – (divisão) e (Sessão) – reunião
Coser – (costurar) e Cozer – (cozinhar)
Manga –( fruta) e Manga – (parte da camisa)
Sexta – dia da semana (sexta-feira), Cesta – (receptáculo) e Sesta – (descanso)

Parônimos são as palavras que se assemelham na grafia e na pronúncia, entretanto, diferem no sentido.

A seguir, alguns exemplos de palavras parônimas:
Absolver (perdoar) e absorver (aspirar)
Aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar)
Cavaleiro (que cavalga) e cavalheiro (homem gentil)
Comprimento (extensão) e cumprimento (saudação)
Coro (música) e couro (pele animal)
Delatar (denunciar) e Dilatar (alargar)
Descrição (ato de descrever) e discrição (prudência)
Despensa (local onde se guardam alimentos) e dispensa (ato de dispensar)
Docente (relativo a professores) e discente (relativo a alunos)
Emigrar (deixar um país) e imigrar (entrar num país)
Eminente (elevado) e iminente (prestes a ocorrer)
Flagrante (evidente) e fragrante (perfumado)
Fluir (transcorrer, decorrer) e fruir (desfrutar)
Imergir (afundar) e emergir (vir à tona)
Inflação (alta dos preços) e infração (violação)
Infligir (aplicar pena) e infringir (violar)
Mandado (ordem judicial) e mandato (procuração)
Osso (parte do corpo) e ouço (verbo ouvir)
Peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) e pião (brinquedo)
Precedente (que vem antes) e procedente (proveniente de; que possui fundamento)
Ratificar (confirmar) e retificar (corrigir)
Recrear (divertir) e recriar (criar novamente)
Tráfego (trânsito) e tráfico (comércio ilegal)Soar (produzir som) e suar (transpirar)

EXERCÍCIO

  Complete com uma das formas entre parênteses:

a) Os mergulhadores _____ para procurar o desaparecido no rio. (emergem - imergem)
b) Nunca o encontro na _________ em que trabalha. (sessão - seção)
c) A recessão econômica do país faz com que muitos _________ (emigrem - imigrem);

d) A ditadura _________ muitos políticos de oposição; (caçou - cassou);
e) Ao sair do barco, o assaltante foi preso em___________ (flagrante - fragrante);
f) Sílvio _________ na floresta para caçar macacos (imergiu-emergiu);
g) Para diminuir o frio, Luís _______ a lareira. (acendeu - ascendeu);
h) Quando foi realizado o último ________ ? (censo - senso).
i) A polícia federal combate o _________ de cocaína (tráfego-tráfico);
j) No Brasil é vedada a ________ racial; embora haja quem a pratique (discriminação-descriminação);
k) Você precisa melhorar seu __________ de humor (censo-senso);
l) O balão, tremeluzindo _________ para o céu estrelado (acendeu-ascendeu).
m)        Estava na ___________ de cometer um suicídio. (iminência / eminência)
n)        O júri __________ o acusado. (discriminou / descriminou)
o)        Ele foi preso por _________ de maconha no __________ de São Paulo.( tráfego/tráfico)
p)          Estava satisfeito por ter _________a missão. (comprido / cumprido)
q)        O assaltante foi apanhado em ___________ (flagrante / fragrante)
r)         Não discuta. Tenha ___________ esportivo. (senso / censo)
s)         Foi necessário uma corda de 30 metros de ___________ (comprimento / cumprimento)
t)        O alemão é um homem _____________ (alto / auto)
u)        Os professores formar o corpo ___________da escola. (docente / discente)


sexta-feira, 23 de março de 2018

Literatura e Interpretação


LITERATURA – 7° ANO

Quem nunca quis ser  um herói ou uma heroína, lutar contra o mal e destacar-se por seus feitos de coragem e ousadia?
Esse desejo não é recente. Desde a época do bronze, há quase 3 ml anos, na Grécia, ela já estava presente em histórias fantasiosas de destemidos heróis, como Perseu, Hercules, Aquiles, Ícaro e outros, para quem os limites existiam apenas para ser quebradas.

O dia em que vi Pégaso nascer
Meu nome é Atena.
Sou a deusa da sabedoria.
[...]
Foi por admirar a força da juventude e a pureza de espírito que resolvi ajudar Perseu, o mais nobre de todos os jovens guerreiros da antiga Grécia. Tudo começou inesperadamente, no meio de uma festa.
              Eu costumava observar Perseu do alto do Olimpo e acompanhar seu treinamento de guerreiro. Ele era jovem, veloz, esperto, mas gostava de tentar fazer coisas além de suas forças.
             Convidado para jantar na casa do rei, Perseu decidiu que precisava impressioná-lo. E declarou, diante de todos os convidados, que arriscaria a vida para matar Medusa, minha monstruosa inimiga, a criatura gigantesca que destruía todos os que se atrevessem a entrar em seu esconderijo nas cavernas.
             Medusa era o nome de uma das três cabeças das górgonas que habitavam o corpo de um enorme dragão. Suas patas mortais eram de bronze, e as pequenas patas, de ouro. O olhar de medusa era tão poderoso que transformava homens em estátuas de pedra. Para vencê-la, seria necessária muita força, agilidade e toda a proteção do mundo.
             Quando me contaram que Perseu havia se oferecido para enfrentar a fera, admirei sua coragem e resolvi ajudá-lo. Assim que a luta entre ambos foi marcada, tive uma ideia: chamei à minha presença Hermes, meu irmão, mensageiro dos deuses, e juntos nos revelamos a Perseu. Nós lhe dissemos que precisávamos estar ao seu lado durante a luta e que, caso desejasse a vitória, deveria obedecer às nossas ordens.
             Primeiro lhe pedimos que procurasse as ninfas, as jovens mágicas dos lagos e rios, pois elas o amavam e fabricariam uma arma especial para ele. Perseu obedeceu, e das lindas ninfas ganhou sandálias aladas, uma sacola mágica e um capacete que lhe conferiu o poder da invisibilidade.
             Hermes, achando que Perseu necessitava de mais de uma arma, ofereceu-lhe uma lança leve e cortante como a minha. Quanto a mim, Palas Atena, deusa grega da sabedoria*, resolvi acompanhá-lo, pessoalmente e lutar a seu lado caso fosse preciso.
             No dia do combate, desci até a gruta do monstro e me escondi num canto. O lugar era repugnante. A fera exalava um cheiro horrível, o ar estava úmido e pesado, por todos os lados eu via estátuas de pedra, na verdade os corpos dos guerreiros assassinados por Medusa e suas irmãs.
             A entrada de Perseu foi inesquecível. Ele rasgou os céus como uma águia. Rapidamente aplicou um golpe certeiro no monstro e cortou-lhe uma das cabeças. Sangue verde espalhou-se por toda a caverna, e as duas cabeças restantes começaram a urrar. Ainda voando, Perseu afastou-se e, em seguida, apontou sua lança contra a segunda cabeça. Ela também caiu por terra. Só que, quando isso aconteceu, uma das patas do monstro o atingiu e Perseu perdeu o equilíbrio. Seu capacete caiu no chão e ele imediatamente se tornou visível.
           — Ah! Jovem atrevido! — gritou a Medusa com sua voz grossa e tenebrosa. No ar, Perseu voava em círculos, mantendo-se de costas para o monstro. Ele sabia que, caso a fitasse nos olhos, se transformaria numa estátua. — Agora você não me escapa!
           Percebi que precisava entrar em cena. Lembrei-me de que tinha um escudo comigo. Gritei:
            — Perseu! Apanhe o escudo, proteja-se!
            Recuperando as forças Perseu agarrou meu escudo no ar. Ele havia sido forjado pelas ninfas. Sua superfície brilhava com a limpidez das águas e refletia imagens como um espelho. Empunhando-o, Perseu desafiou a fera:
           — Olhe para mim, criatura medonha!
           Quando ela percebeu o truque, era tarde demais. Perseu levantou o escudo na altura da cabeça do monstro. Assim que a Medusa olhou para a própria imagem refletida em sua superfície polida, sentiu seu corpo todo enrijecer-se e transformar-se numa gigantesca estátua acinzentada.
           Perseu desceu ao solo e eu o amparei. Ele se recostou contra a parede e, ao seu lado, presenciei uma das mais belas cenas de minha longa vida de deusa. Do sangue verde e viscoso das horríveis górgonas saiu uma luz azul dourada e brilhante que aos poucos foi tomando forma. Lentamente foram surgindo os contornos de um maravilhoso cavalo alado.
           O magnífico animal aproximou-se de nós e abaixou a cabeça, balançando a crina ondulante e prateada como se nos cumprimentasse. O nome Pégaso estampou-se em minha mente e eu o acariciei. Em seguida, Perseu montou no dorso do animal para que este o levasse até seu rei. Perseu prometera entregar-lhe a cabeça cortada de Medusa.
            E que espanto meu jovem amigo causaria ao mostrar aos gregos seu luminoso animal e seu novo escudo, com a face tenebrosa da Medusa eternamente marcada em sua superfície mágica!
                                                 
PRIETO, Heloísa. Divinas aventuras: histórias da mitologia grega. São Paulo: Cia das Letrinhas, 2000. p. 13-5.

Interpretação do texto

1)      A história começa com a narradora se apresentando.
a)      Quem é ela?
b)      Sobre quem a narradora começa a falar? Sobre um homem ou sobre um deus?

2)      Atena descreve Perseu como jovem veloz e esperto, e, alem disso, dotado de uma característica própria dos heróis.
a)      Qual era sua característica?
b)      Para impressionar o rei, que prova de coragem o jovem decide dar?

3)      A deusa dispõe-se a ajudar Perseu por admiração e por um motivo pessoal.
a)      O que ela admira no jovem?
b)      Que motivo pessoal levou a deusa a auxiliar Perseu?

4)      Medusa era uma das górgonas.
a)      Quais eram as características físicas de Medusa?
b)      Alem da força física, que outro poder Medusa empregava contra os homens?

5)      Atena afirma que, para vencer o monstro, seria necessária muita força, agilidade e toda a proteção do mundo. No combate de Perseu contra Medusa, em que situações esses elementos aparecem?

6)      Para vencer, Perseu usa poderes sobre-humanos.
a)      Quais são esses poderes?
b)      Como Perseu conseguiu esses poderes?
c)      Dos presentes que Perseu ganhou das Ninfas, um não aparece mais na narrativa. Qual é ele?
d)      Além de entregar ao rei a cabeça da Medusa, que outra comprovação da derrota do monstro Perseu pôde apresentar aos gregos?

7)      Perseu, em sua aventura, enfrenta monstros, lugares horríveis e situações que causam  repulsa e medo. No entanto, após a derrota do inimigo, algo belo e bom se origina dele.
a)      Qual foi a recompensa do herói, originada do próprio inimigo?
b)      O título do texto já anunciava o fim da narrativa. Como se deu o nascimento de Pégaso?